Pai e filho ficam de fora: derrota dos Dimas marca a eleição de 2026 no Tocantins

Ronaldo Dimas não consegue chegar ao Senado e Tiago Dimas não garante a reeleição para a Câmara Federal; resultado representa um revés importante para um dos grupos políticos mais conhecidos de Araguaína

A eleição de 2026 terminou com um resultado que chama atenção no cenário político de Araguaína e do Tocantins: Ronaldo Dimas e Tiago Dimas, pai e filho, não conseguiram se eleger.

Ronaldo Dimas, ex-prefeito de Araguaína e nome conhecido da política tocantinense, disputou uma das duas vagas ao Senado. Apesar da força construída ao longo dos anos e de ter liderado importantes projetos políticos em Araguaína, terminou a eleição em sexto lugar no estado, com 93.009 votos, equivalentes a 5,62% dos votos válidos. As duas vagas ficaram com Eduardo Gomes e Alexandre Guimarães. 

O resultado de Tiago Dimas também surpreendeu. Deputado federal em busca da reeleição, ele obteve 27.910 votos, 3,08% dos votos válidos, ficando fora da lista dos oito deputados federais eleitos pelo Tocantins. 

Uma família que já teve forte presença política

A derrota simultânea dos dois nomes tem um peso político maior justamente pela trajetória da família.

Ronaldo Dimas construiu uma carreira política especialmente ligada a Araguaína, onde foi prefeito por dois mandatos. Tiago, por sua vez, assumiu protagonismo como deputado federal e passou a representar a continuidade política do grupo.

Durante a pré-campanha, pai e filho apareceram juntos em articulações importantes e mantiveram presença no mesmo projeto político. A própria movimentação eleitoral deste ano colocou os dois simultaneamente na disputa: Ronaldo pelo Senado e Tiago pela Câmara Federal. 

O eleitor mudou o mapa

Mais do que uma derrota individual, o resultado pode ser interpretado como um sinal de mudança no mapa de forças políticas do Tocantins.

O eleitorado não renovou o mandato de Tiago e também não abriu espaço para Ronaldo no Senado. Isso não apaga a história construída pelos dois, mas mostra que capital político acumulado não é garantia de vitória eleitoral.

Em uma eleição, nomes conhecidos podem entrar fortes, mas precisam transformar estrutura, alianças e reconhecimento em votos. E foi justamente aí que os números das urnas falaram mais alto.

O que fica para o grupo Dimas?

A pergunta agora é qual será o próximo movimento político da família.

Ronaldo Dimas deixa a disputa ao Senado sem mandato eletivo, enquanto Tiago Dimas também ficará fora da Câmara Federal após a nova composição definida pelas urnas.

O grupo, entretanto, continua tendo uma história política relevante em Araguaína e no Tocantins. A derrota de 2026, portanto, pode ser vista menos como o fim de uma trajetória e mais como um momento de reavaliação, reorganização e busca por um novo caminho político.

A eleição deixou uma mensagem clara: na política, sobrenome, história e estrutura ajudam, mas quem decide o destino de um candidato continua sendo o eleitor.

E, em 2026, o eleitor tocantinense decidiu que, desta vez, pai e filho ficariam de fora.